"Se conhecemos o adversário e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao adversário, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao adversário, sucumbiremos em todas as batalhas"
(Sun Tzu - A Arte da Guerra)
terça-feira, 9 de junho de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Lição de História
(foto de Natã Camilo)
(crônica de caráter literário-opinativo, sem pretensões analíticas)
Já
é bastante usual em muitas cidades a presença de placas de identificação de
ruas com uma descrição referente ao indivíduo ou fato “homenageado”. Ainda que
seja informação de caráter, na maioria das vezes, institucional, não deixa de
ser um ponto de partida para algumas reflexões. A começar pelo significado de atribuir
um determinado nome, o qual na maioria esmagadora das vezes foi dado por
conveniência política por parte de quem esteve no poder. O mesmo motivo costuma
ensejar a troca de nome.
Levando
isso em conta, em minha última incursão à cidade de Torres, no litoral do Rio
Grande do Sul, chamou-me a atenção as novas placas de identificação das ruas da
cidade, que são do modelo acima citado. Algo que me deixou curioso foi a
descrição que colocariam na avenida de entrada da cidade, cujo nome é o de um
personagem controverso da História recente do Brasil. O mesmo nome que batizava
a avenida da entrada de Porto Alegre e que foi recentemente alterado (ainda que
poucos se refiram à via pelo novo nome, mas isso é assunto para uma outra
oportunidade).
Chegando
à cidade, consta na placa: “Avenida Castelo Branco”. Na descrição: “Presidente
do Brasil após o golpe militar de 1964”. Como dito antes, informação de caráter
institucional. De todos os modos, uma das reflexões surgidas foi sobre a
possibilidade de se utilizar os nomes das ruas como ponto de partida para iniciativas
de educação histórica tendo como tema os personagens e respectivos contextos históricos.
Assim
cheguei à seguinte indagação: será que, em vez de ficar alterando por “canetaço”
nomes de ruas denominadas com personagens ou eventos representantes de períodos
nefastos da História, não seria mais apropriado mantê-los e utilizar as ruas
como espaços de educação histórica? Afinal, essa ideia de que as ruas só devem
ter nomes que sejam motivo de “orgulho” não deixa de ser um resquício de uma
visão histórica com elementos positivistas, pela qual a História foi construída
pelos heróis. Tal concepção de heróis e vilões na História não passa de
maniqueísmo, visto que a ação histórica foi realizada pela interação de atores,
com suas “virtudes” e “defeitos”, que agiram tendo como pano de fundo um
contexto específico em que estavam inseridos.
Ademais,
tirar nomes referentes a períodos os quais não queremos que aconteçam novamente
não os apaga da História (diga-se de passagem, se começar a tirar todos os
nomes controversos, pode-se chegar a um ponto que não vai sobrar nome para
contar história). Por outro lado, mantê-los, juntamente com trabalho de
educação histórica, pode ser uma interessante maneira de que tais eventos não
caiam no esquecimento e que se minimizem as chances de que voltem a ocorrer.
terça-feira, 3 de março de 2015
Verbos intransitivos
Em experiências solo
Os verbos são
intransitivos
Sem complementos
Sem eufemismos
Simplesmente
São. (Ponto)
Não se vive consigo mesmo
Se vive. (Ponto)
Não se faz em sua própria
companhia
Se faz. (Ponto)
Não se gosta de si mesmo
Se gosta. (Ponto)
Experiências solo
Não são boas
Não são ruins
Apenas
São. (Ponto)
Verbos intransitivos
Sem complementos
Sem eufemismos
Em suma
Não se está só
Se está. (Ponto)
Só.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
(A)mar
Ah, mar
O mar
Amar
A mar
Naquele dia
Te vi
(De relance)
Sei que ria
E estavas
A mirar o mar
A mirar amar
A mirar a mar
Mar mediterrâneo?
Mar caribenho?
Mar chocolatão?
Quiçá...
Ainda não sei
Tanto faz
O importante é
Que estejas
A mirar o mar
A mirar amar
A mirar a mar
O mar
Amar
A mar
Naquele dia
Te vi
(De relance)
Sei que ria
E estavas
A mirar o mar
A mirar amar
A mirar a mar
Mar mediterrâneo?
Mar caribenho?
Mar chocolatão?
Quiçá...
Ainda não sei
Tanto faz
O importante é
Que estejas
A mirar o mar
A mirar amar
A mirar a mar
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
O ano em doze fotografias
O último dia do ano sempre é um momento oportuno para se fazer um balanço de tudo o que foi feito no período que se passou e, com isso, lançar as bases para o novo ano que se inicia.
Levando isso em conta, o que pode ser levado de legado do ano que se passou para o ano que está chegando? Cada pessoa, a partir de suas experiências, tem a sua resposta. Da minha parte, o que posso compartilhar a partir de minhas experiências?
Um novo ano sempre traz novos horizontes. Novas perspectivas. Mesmo que consideremos apenas uma reles data de calendário, a virada do ano sugere que a vida é feita de etapas que começam, terminam e recomeçam, seguindo-se o ciclo. Assim, quando um ano começa, é hora de mirar à frente, não se apegando e ao mesmo tempo não esquecendo as experiências do passado.
A partir desta mirada, inicia-se o rumo pelo novo ano. No devir dos passos, é possível que consideremos que é o momento para mudar e percorrer um novo caminho.
Escolhido o novo rumo, ao se percorrer a estrada, é possível que o traçado reserve alguma curva inesperada que altera o percurso.
Tal mudança pode levar a novas possibilidades não imaginadas até então. Cabe decidir se vai aderir a elas ou não.
Muitas vezes, não aderir é o mais cômodo, mas não necessariamente é a melhor saída, pois pode levar à estagnação. Porém, aderir pode significar o percurso por um longo e árduo caminho, cheio de dúvidas e inseguranças.
Alguns pontos do trajeto param em abismos os quais exigem a construção de pontes caso queiramos prosseguir.
Nem sempre essa nova possibilidade nos conduz à vitória. Pelo menos não da forma como inicialmente imaginamos. No caminho, pode haver uma porta fechada. Nesse caso, é o momento de encerramento de um ciclo...
... que leva ao início de outro. Como as flores que desabrocham novamente após mais um inverno.
Afinal, a vida segue. Cabe encontrar o rumo adequado para o novo ciclo.
"Nunca se fecha uma porta sem que se abram outras" - dizem. Se não há como seguir pelo caminho inicialmente idealizado, é o momento certo para preparar terreno para alçar novos voos.
E voar. Mesmo sem ter certeza de onde é destino. Pois sabe-se que há um destino. Um aeroporto seguro para se pousar. Um pouso que possibilitará novos passos.
Enquanto não se pousa, segue-se o voo, olhando-se para o percurso feito no ano. E tendo a certeza de que nenhum momento do recorrido no período foi em vão. A certeza de que o ano que se passou, tanto nos bons quanto nos maus momentos, valeu cada segundo vivido. Valeu cada pegada deixada na areia da vida.
E tendo também perspectivas para o voo que se segue no ano que está chegando. A perspectiva de que as novas intenções e ações conduzam a novos resultados. A perspectiva de que cada momento do novo ano também seja de se dizer, ao final, que valeu a pena.
Valeu, 2014! Que venha 2015!
Levando isso em conta, o que pode ser levado de legado do ano que se passou para o ano que está chegando? Cada pessoa, a partir de suas experiências, tem a sua resposta. Da minha parte, o que posso compartilhar a partir de minhas experiências?
Um novo ano sempre traz novos horizontes. Novas perspectivas. Mesmo que consideremos apenas uma reles data de calendário, a virada do ano sugere que a vida é feita de etapas que começam, terminam e recomeçam, seguindo-se o ciclo. Assim, quando um ano começa, é hora de mirar à frente, não se apegando e ao mesmo tempo não esquecendo as experiências do passado.
(Rota do Sol - Itati/RS)
A partir desta mirada, inicia-se o rumo pelo novo ano. No devir dos passos, é possível que consideremos que é o momento para mudar e percorrer um novo caminho.
(Entrada de La Pedrera - La Paloma/Uruguay)
Escolhido o novo rumo, ao se percorrer a estrada, é possível que o traçado reserve alguma curva inesperada que altera o percurso.
(Estrada para Barragem do Blang - São Francisco de Paula/RS)
Tal mudança pode levar a novas possibilidades não imaginadas até então. Cabe decidir se vai aderir a elas ou não.
(São Francisco de Paula/RS)
Muitas vezes, não aderir é o mais cômodo, mas não necessariamente é a melhor saída, pois pode levar à estagnação. Porém, aderir pode significar o percurso por um longo e árduo caminho, cheio de dúvidas e inseguranças.
(Estrada do Meio - São Francisco de Paula/RS)
Alguns pontos do trajeto param em abismos os quais exigem a construção de pontes caso queiramos prosseguir.
(São Francisco de Paula/RS)
Nem sempre essa nova possibilidade nos conduz à vitória. Pelo menos não da forma como inicialmente imaginamos. No caminho, pode haver uma porta fechada. Nesse caso, é o momento de encerramento de um ciclo...
(Loteamento São Miguel - São Francisco de Paula/RS)
... que leva ao início de outro. Como as flores que desabrocham novamente após mais um inverno.
(Lajeadinho - Igrejinha/RS)
Afinal, a vida segue. Cabe encontrar o rumo adequado para o novo ciclo.
(Ecoparque Sperry - Gramado/RS)
"Nunca se fecha uma porta sem que se abram outras" - dizem. Se não há como seguir pelo caminho inicialmente idealizado, é o momento certo para preparar terreno para alçar novos voos.
(São Leopoldo/RS)
E voar. Mesmo sem ter certeza de onde é destino. Pois sabe-se que há um destino. Um aeroporto seguro para se pousar. Um pouso que possibilitará novos passos.
(Trajeto aéreo entre Campinas/SP e Porto Alegre/RS)
Enquanto não se pousa, segue-se o voo, olhando-se para o percurso feito no ano. E tendo a certeza de que nenhum momento do recorrido no período foi em vão. A certeza de que o ano que se passou, tanto nos bons quanto nos maus momentos, valeu cada segundo vivido. Valeu cada pegada deixada na areia da vida.
(Praia de Curumim - Capão da Canoa/RS)
E tendo também perspectivas para o voo que se segue no ano que está chegando. A perspectiva de que as novas intenções e ações conduzam a novos resultados. A perspectiva de que cada momento do novo ano também seja de se dizer, ao final, que valeu a pena.
Valeu, 2014! Que venha 2015!
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